
O que é a biópsia percutânea?
É a retirada de pequenos fragmentos de uma lesão do tórax com uma agulha fina, que passa pela pele, entre as costelas, até a lesão. Durante o exame, imagens de tomografia mostram o caminho exato da agulha. O material é analisado no laboratório de patologia, que define o diagnóstico.
Quando ela é indicada?
A biópsia percutânea costuma ser escolhida quando a lesão fica na parte mais externa do pulmão, perto da parede do tórax. Lesões mais centrais, próximas aos brônquios, muitas vezes são mais bem alcançadas pela broncoscopia.
Nem todo nódulo precisa de biópsia. Às vezes, o mais indicado é acompanhar com tomografias. Em outros casos, retirar a lesão por cirurgia já serve de diagnóstico e de tratamento. Essa escolha é feita na consulta, com base nos seus exames. Veja também a página sobre nódulo pulmonar.
Como é feito o exame?
- Você fica deitado no aparelho de tomografia, de barriga para cima, de lado ou de bruços, conforme a posição da lesão.
- Você recebe sedação na veia, para ficar tranquilo e confortável durante o exame.
- A pele é limpa e anestesiada no local da punção.
- Com o apoio das imagens, a agulha é avançada até a lesão. Pode ser pedido que você prenda a respiração por alguns segundos.
- São retirados alguns fragmentos, e a agulha é removida. O local recebe um curativo pequeno.
Em geral, a sensação é de pressão ou de um desconforto passageiro.
Como me preparar?
Você recebe orientações sobre o jejum e precisa vir com acompanhante, por causa da sedação. Remédios que afinam o sangue (anticoagulantes e alguns antiagregantes) podem precisar de ajuste antes do exame. Não suspenda nenhum remédio por conta própria: o ajuste é orientado de forma individual.
Quais são os riscos?
- Pneumotórax (ar entre o pulmão e a parede do tórax): é a complicação mais comum. Na maioria das vezes é pequeno e se resolve sozinho. Às vezes é preciso drenar o ar com um dreno fino. Saiba mais sobre pneumotórax.
- Pequeno sangramento no pulmão: pode causar tosse com um pouco de sangue logo após o exame, que em geral para sozinha.
- Complicações graves: são raras.
Os riscos são discutidos antes do exame e pesados contra o benefício de ter o diagnóstico.
Depois do exame
Você fica em observação por algumas horas. Em geral é feita uma radiografia de controle para verificar se houve pneumotórax. Na maioria dos casos, a alta é no mesmo dia, com orientações sobre os sinais que pedem retorno: falta de ar, dor no peito que aumenta ou tosse com sangue em maior quantidade.
Como sai o resultado?
O material vai para o laboratório de patologia, e o resultado fica pronto em alguns dias. Às vezes, também são feitos testes adicionais na amostra, que ajudam a planejar o tratamento. Se a amostra não for suficiente para o diagnóstico, discutimos com você o próximo passo: repetir a biópsia, fazer outro método ou acompanhar.
Como conduzimos
Cada caso é avaliado individualmente, com seus exames de imagem e sua saúde geral. Quando necessário, o caso é discutido em reunião multidisciplinar. A decisão de fazer a biópsia, e por qual via, é compartilhada com você.
A biópsia percutânea é realizada no Hospital de Câncer Araújo Jorge e agendada sob demanda, mediante orçamento.
Dúvidas frequentes
A biópsia dói?
Você recebe sedação na veia, e a pele e o trajeto da agulha são anestesiados. A maioria das pessoas sente pressão ou um desconforto leve e passageiro.
Vou precisar ficar internado?
Na maioria dos casos, não. Você fica algumas horas em observação e volta para casa no mesmo dia. Se houver complicação, como pneumotórax maior, pode ser necessário ficar internado.
A biópsia pode espalhar o tumor?
Esse risco é muito raro. O benefício de ter o diagnóstico correto costuma ser muito maior.
E se o resultado vier inconclusivo?
Isso pode acontecer. O resultado é avaliado junto com as imagens, e a gente define com você o melhor próximo passo.
Para sua consulta
Leve o pedido médico, as tomografias (link ou CD), os laudos anteriores e a lista de remédios em uso, principalmente os que afinam o sangue.
Agendar pelo WhatsAppFontes
- Heerink WJ, et al. Complication rates of CT-guided transthoracic lung biopsy: meta-analysis. European Radiology. 2017;27(1):138-148. PMID 27108299. doi:10.1007/s00330-016-4357-8
- Manhire A, et al. Guidelines for radiologically guided lung biopsy. Thorax. 2003;58(11):920-936. PMID 14586042. doi:10.1136/thorax.58.11.920