Dr. Frederico MonteiroCirurgião Torácico e Oncológico Agendar consulta

INFORMAÇÕES PARA PACIENTES

Cirurgia torácica por vídeo e robótica

Técnicas minimamente invasivas, com pequenas incisões, usadas em muitas cirurgias do pulmão, do mediastino e da pleura.

Atualizado em outubro de 2026 · Dr. Frederico Monteiro · CRM-GO 13.519 · RQE 17.561 / 9.796

Sistema de cirurgia robótica com quatro braços articulados, posicionado em sala do hospitalConsole do cirurgião do sistema robótico, com visor tridimensional e controles manuais e de pé
À esquerda, o robô posicionado junto ao paciente; à direita, o console de onde o cirurgião controla os instrumentos. Sistema robótico do Hospital Santa Helena, em Goiânia.

O que é a cirurgia minimamente invasiva do tórax?

Durante muito tempo, as cirurgias do tórax exigiam uma incisão maior entre as costelas, chamada toracotomia. Na cirurgia minimamente invasiva, o cirurgião opera por pequenas incisões, com uma câmera que mostra o interior do tórax em um monitor.

Ela pode ser feita de duas formas:

  • Por vídeo (videotoracoscopia): o cirurgião segura diretamente a câmera e os instrumentos, introduzidos pelas pequenas incisões.
  • Robótica: o cirurgião controla, a partir de um console, braços robóticos com instrumentos articulados e visão em três dimensões.

Como funciona a cirurgia robótica?

O cirurgião fica na sala de cirurgia, sentado ao console. Ele vê o campo operatório ampliado, em três dimensões, e comanda cada movimento dos instrumentos. Os instrumentos têm articulações no "punho", que permitem movimentos delicados em espaços estreitos.

O robô não opera sozinho e não toma decisões. Todos os movimentos são feitos pelo cirurgião. A equipe cirúrgica fica ao lado do paciente durante toda a operação.

Em quais cirurgias essas técnicas podem ser usadas?

Nem toda doença do tórax precisa de cirurgia. E nem toda cirurgia deve ser feita por vídeo ou robô. Primeiro, confirma-se que a cirurgia é o melhor tratamento. Só depois se escolhe a via de acesso.

Benefícios e limites

Comparadas à cirurgia aberta, as técnicas minimamente invasivas costumam causar menos trauma no acesso e permitir uma recuperação mais rápida em muitos pacientes. Entre vídeo e robótica, os resultados em geral são semelhantes. A escolha depende da operação, da localização da lesão e da estrutura disponível.

A cirurgia robótica exige um hospital equipado e uma equipe treinada. Às vezes, durante a operação, é preciso ampliar uma incisão ou passar para a cirurgia aberta, por exemplo por sangramento, aderências ou anatomia difícil. Essa mudança é feita para aumentar a segurança e não significa que a cirurgia deu errado.

Riscos

Os riscos dependem da doença e da cirurgia realizada. Entre as possíveis complicações estão sangramento, escape de ar pelo pulmão, infecção, pneumonia, alterações do ritmo do coração, trombose e complicações da anestesia. Antes de retirar parte do pulmão, avalia-se se a respiração vai continuar adequada depois da cirurgia.

Como conduzimos

Cada caso é avaliado individualmente, com seus exames e sua saúde geral. Quando necessário, o caso é discutido em reunião multidisciplinar. A indicação da cirurgia e a escolha entre vídeo, robótica ou cirurgia aberta são feitas com você, em decisão compartilhada, explicando o que cada opção muda na sua recuperação.

As cirurgias por vídeo e abertas são realizadas no Hospital de Câncer Araújo Jorge e no Hospital Santa Helena. As cirurgias robóticas são realizadas no Hospital Santa Helena e no Hospital Israelita Albert Einstein, em Goiânia.

Dúvidas frequentes

O robô faz a cirurgia sozinho?

Não. Todos os movimentos são comandados pelo cirurgião. O robô é uma plataforma de instrumentos e visão, sem autonomia.

A cirurgia robótica é sempre melhor?

Não. É uma das vias possíveis. A melhor escolha depende da operação, da anatomia e da segurança no seu caso.

Posso precisar de cirurgia aberta?

Sim. Algumas operações já são planejadas por via aberta. Em outras, pode ser necessário mudar durante o procedimento, para preservar a segurança.

A recuperação é igual para todos?

Não. Ela varia conforme a extensão da cirurgia, a saúde geral, a função dos pulmões e a ocorrência ou não de complicações. Veja como é a recuperação.

Para sua consulta

Leve os exames atuais e anteriores, laudos, resultados de biópsias e relatórios médicos. Leve também o acesso às imagens da tomografia (link ou CD) e a lista dos remédios em uso.

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Fontes
  1. Lim E, et al. Video-Assisted Thoracoscopic or Open Lobectomy in Early-Stage Lung Cancer (VIOLET). NEJM Evidence. 2022;1(3):EVIDoa2100016. PMID 38319202. doi:10.1056/EVIDoa2100016
  2. Jin R, et al. Robotic-assisted Versus Video-assisted Thoracoscopic Lobectomy: Short-term Results of a Randomized Clinical Trial (RVlob Trial). Annals of Surgery. 2022;275(2):295-302. PMID 33938492. doi:10.1097/SLA.0000000000004922

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